Avião militar cai na Bolívia e deixa ao menos 20 mortos
Um avião da Força Aérea da Bolívia caiu durante o pouso no fim da tarde desta sexta-feira (27) nas proximidades do Aeroporto Internacional de El Alto, cidade vizinha a La Paz. Segundo comunicado da Agência Boliviana de Informação (ABI), foram contabilizados ao menos 20 mortos e 30 feridos. "O chefe do Corpo de Bombeiros, Coronel Pavel Tovar, confirmou as fatalidades, embora não tenha descartado a possibilidade de o número aumentar nas próximas horas", diz nota da agência governamental. Os 18 feridos estão recebendo atendimento, distribuídos entre cinco hospitais da região. O Ministério da Saúde do país disse que divulgará novas atualizações oficiais à medida que o estado clínico dos pacientes for atualizado e as informações dos hospitais forem consolidadas. O acidente ocorreu por volta das 18h (19h no horário de Brasília). A aeronave atingiu áreas próximas à pista e colidiu com veículos que trafegavam por uma avenida próxima ao terminal, de acordo com testemunhas. De acordo com o ministro da Defesa, Marcelo Salinas, o avião C-130 Hercules caiu durante o pouso. Uma comissão militar de investigação de acidentes ficará responsável por apurar as causas da queda. A aeronave que sofreu o acidente um Lockheed C-130 Hercules, modelo militar de transporte utilizado por forças aéreas em diversos países. No Brasil, a Força Aérea Brasileira operou o C-130 até 2024, segundo o g1. Aeronave transportava dinheiro Ainda conforme a ABI, após o acidente, dezenas de pessoas se reuniram no local e tentaram recolher o dinheiro que a aeronave transportava. Pessoas foram presas sob a acusação de tentar roubar o dinheiro. O presidente do Banco Central da Bolívia (BCB), David Espinoza, esclareceu que as notas transportadas na aeronave, que partiu de Santa Cruz e foi recuperada após o acidente durante o transporte para La Paz, "não têm valor legal" porque não foram monetizadas, e alertou que possuí-las constitui crime. — Assim que o Banco Central da Bolívia recebe as notas em seus cofres, ele as guarda e, posteriormente, autoriza sua circulação legal. Esse processo é chamado de monetização. As cédulas encontradas no incidente não têm valor legal. Portanto, possuí-las constitui crime — ressaltou. Fonte: GZH
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